seminario catadores

 

A Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) e a Educappe realizam de hoje a sexta-feira, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), na avenida Belém, 40, no bairro Esplanada, em Belo Horizonte, o seminário final do Projeto Minas Reciclando Atitudes - Repensando o Futuro. O evento busca avaliar os resultados alcançados, fazer uma troca de experiências entre os municípios e traçar uma agenda prospectiva.

"O projeto abriu oportunidades. Agora, precisa ser acompanhado, monitorado e garantido para que todos esses resultados alcançados sejam, de fato, mantidos", afirmou Léa Braga, superintendente de Empreendedorismo e Economia Popular Solidária da Sedese.

Desenvolvido desde dezembro do ano passado em 42 municípios pela Sedese e a Educappe, o projeto busca desenvolver uma ação de organização dos catadores de material reciclável. "Em fevereiro deste ano, houve um seminário inicial, que contou com a apresentação da proposta para os municípios e, a partir daí, eles foram fazendo a adesão ao projeto. Realizamos oficinas regionais, seminários regionais, levando os conteúdos de metodologias participativas de implantação da coleta seletiva, de estruturação dos Comitês Gestores Municipais e de criação do Fórum Municipal Lixo e Cidadania em cada um dos 42 municípios", conta Léa Braga.

Durante a abertura do evento, o subsecretário de Trabalho e Emprego da Sedese, Antonio Lambertuucci, enfatizou o compromisso do governo de Minas com os catadores. “É como diz o governador (Fernando Pimentel). Nesses momentos de crise temos duas alternativas: ou a gente se encolhe, reclama, se acomoda ou a gente luta, trabalha, busca alternativas. Acho que esta tem que ser a nossa atitude. Diante da crise, das dificuldades, temos que buscar parcerias, momentos de encontros, boas práticas, buscar possibilidades onde elas existem”, salientou.

Lambertucci afirmou que a criação dos comitês locais dos fóruns de lixo e cidadania é fundamental para que haja o engajamento da sociedade na valorização das políticas de reciclagem que os municípios estão fazendo e, sobretudo, na  valorização do trabalho dos catadores como agentes de sustentabilidade e de desenvolvimento ambiental.

O coordenador da Cimos (Coordenadoria  de Inclusão e Mobilização Sociais), promotor André Sperling Prado, enfatizou que o Ministério Público está à disposição para auxiliar os catadores. ““Todos os promotores públicos têm a obrigação legal de ajudar os catadores nos processos de construção das associações de catadores, na implementação da coleta seletiva e também no fechamento dos lixões”, salientou.


Já o professor Francisco Lima, da Escola de Engenharia da UFMG, ressaltou a importância dos catadores  no processo de educação ambiental.  “Além de fazer a coleta seletiva, o catador faz um trabalho de educação ambiental. Ele tem interesse em fazer o trabalho de separação bem feito e ensinar a população. Ele está gerando um benefício ambiental, que às vezes nem é remunerado”, afirma. “O trabalho que a gente faz é de tentar reconhecer todos esses benefícios e esses valores que estão agregados no trabalho do catador para que ele seja remunerado adequadamente”, acrescentou Francisco Lima.