Na última edição da Feira de Economia Popular Solidária de 2017 na Cidade Administrativa, foram comercializados mais de R$ 50.446 pelos 58 empreendedores solidários de Ribeirão das Neves, Vespasiano, Lagoa Santa, Betim, Contagem, Diamantina e Gouveia. Considerando as doze Feiras de Economia Popular Solidária realizadas no ano, o valor total gerado ultrapassou R$ 577 mil, o que significa uma renda mensal média de R$ 48.100 por edição.

Os produtos vendidos variaram desde artigos de artesanato, confecção, moda íntima, acessórios, alimentação, bijuterias a enfeites para casas. Diferente das feiras anteriores, a 23ª Feira, realizada nos dias 4 a 6 de dezembro, aconteceu em um lugar novo: no hall do prédio Gerais, da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

Para Marília Silva, empreendedora da “Divina Fragrância by Marília Silva”, negócio que produz cosméticos, perfumaria, saboaria e produtos da linha pet de forma natural, a mudança de local foi ótima. “É um lugar estratégico, porque aqui é muito mais visível e passa muito mais pessoas. Para mim, expor produtos no hall foi três vezes melhor do que nas feiras realizadas no túnel”, diz, destacando o apoio que recebe da Sedese e da associação de Economia Popular Solidária de Contagem.

Segundo Marília, as Águas de Lençóis, perfumes naturais para tecidos, são os produtos mais vendidos

Foi por esse motivo que Marilene Viana, aposentada que tinha vindo à Cidade Administrativa para resolver pendências pessoais, decidiu olhar os produtos da Feira. “Tive que resolver problemas particulares na Unidade de Atendimento Integrado (UAI), e vi a Feira na entrada do prédio. Aí aproveitei para dar uma olhada nos produtos, e acabei comprando alguns presentes para minha família”, conta, elogiando a qualidade e variedade das mercadorias.

Lilian Silva, uma das quatro empreendedoras do negócio “Mimos & e Cores”, que faz produtos de artesanato, participou pela primeira vez da Feira e também se impressionou com a visibilidade. “Aqui passa um fluxo grandioso de pessoas. O resultado foi bom. Pretendo voltar na próxima edição”.

Lilian conta ainda que, por ter sido no mês de dezembro, ela e as outras colaboradoras do empreendimento fizeram produtos especialmente para o fim de ano. “Fizemos nossas mercadorias pensando no Natal. Por sinal, esses produtos saíram mais que os outros. Exemplo disso é que todos os vasos com arranjos natalinos foram vendidos”.

“Nossa ideia é criar uma oficina própria de artesanato”, diz Lilian

No entanto, Lilian diz que a data de realização da Feira pode ter prejudicado as vendas. “Se a Feira tivesse acontecido depois do pagamento dos servidores, o resultado poderia ter sido ainda melhor”, lamenta.

Economia Popular Solidária
A Economia Popular Solidária (EPS) é uma estratégia de desenvolvimento sustentável e solidário fundamentada na organização coletiva de trabalhadores e trabalhadoras, a fim de melhorar a qualidade de vida por meio do trabalho associado, cooperativo ou mesmo em grupos informais. É ainda uma maneira de combater as desigualdades do atual sistema e de construção de outro modo de produzir, consumir e de pensar as relações entre as pessoas.

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária (SIES), desenvolvido pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), existem mais de 33.500 empreendimentos solidários no país, sendo que 19.708 estão registrados. Desse número, 1.188 negócios se encontram em Minas Gerais.